Eu estava a tona de mim, e resolvi escrever aqui.
É praticamente horrivel começar isso. Poque os teclados estão confusos para mim neste instante.
Eu estou escutando uma música..bem..e música para mim é inspiradora, então alguma coisa pode sair de minha cabeça.
Pra começar, devo dizer q computador é uma coisa incrivel. Eu não sei dizer se ele separa ou aproxima as pessoas.
Porque os escritores mais antigos não escreviam palavrões nos livros? (...)
É, realmente isso deve estar soando um tanto estranho. Eu sei. E isso que é o pior.
Bem, num blogger chamado "Karaloka", pode-se escrever qualquer coisa....rs..
E tambem não estou escrevendo para aparecer como "intelectual" ou "retardada"! Porque não me encaixo em nenhuma delas. Embora muitas pessoas me classifequem como "retardada". E azar os delas que não me entendem!
Será que os escritores escrem para alguem no particular?
Estou num momento totalmente falsa, em tentar escrever. Escrever é quase uma violencia!
Isso esta parecendo uma introdução para coisa nenhuma.
Porque não conseguimos escrever todos os nossos pensamentos?
Hummmmm..chocolate é uma coisa incrivel....
A sorte é uma coincidencia da vida.
Os bichos se comunicam com as pessoas. Embora extrangeiros em suas vidas. (..?)
Pra vc q esta lendo isso neste momento, pode apostar que isso que vc le, é coisas muito rara.
Logo que, sua opinião é absolutamente irrelevante.
Acho que estou num estado de desvantagem.
Hoje, a noite esta muito clara. E eu não consigo achar explicação pra isso. Deve ser noite de lua cheia.
Será?
Acho que isso é um diálogo comigo mesma.
E tudo isso é um equívoco.
Os ETs são pessoas q já morreram.
Acho q já falei de mais!
Fim
Adri
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Papo furado
Nada é mais irritante do que aquelas pessoas que são inimigas mortais do silêncio. Falam o tempo todo. Conheço gente que fala tanto que sequer conhece o som da minha voz, uma vez que eu, muito educado, não ouso interrompe-las.
Da minha parte, em papos com pessoas de pouca ou nenhuma intimidade, gosto de conversar sobre coisas interessantes. Sim, nós homens sabemos conversar sobre outros assuntos que não sejam futebol e mulheres. Não me recordo de nenhum no momento, mas deve ter.
Ah sim! Amo conversar sobre religião, já que não tenho nenhuma em particular. Já política, não é a minha. Quando perguntam minha opinião a respeito do Lula e o esquema do mensalão, não sei bem o que dizer. Acho apenas que está faltando um dedo nesta história.
Mas a verdade é que quando não tenho o que falar, simplesmente fecho a boca. Evito ficar inventando assunto só pra quebrar o gelo.
Só que as pessoas não são assim. Falam por falar.
Um amigo comentou comigo que pessoas que falam muito fazem isso por causa da solidão. Não sei. Também sou um cara meio sozinho. Pra mim essas pessoas nasceram com a missão de encher o saco, simples assim. Antes delas nascerem, um anjo deve ter ordenado para elas:
- Vá e encha todos os sacos que puderes!
E são muito bem sucedidas nisso, devo dizer. Mas o que realmente me deixa desconfiado em relação a essas pessoas que falam mais que a boca, é que elas fazem amizade rápido demais. Em cinco minutos te conhecem e já vão contando toda a vida delas, até mesmo o histórico médico da família.
Ah, as doenças! Eu tinha me esquecido das malditas doenças! Toda vez (eu disse toda vez) que pego um ônibus para viajar, senta uma velha do meu lado e começa a falar de doença. E na poltrona de trás, evidentemente, um menininho comendo aqueles salgadinhos amarelos que logo em seguida serão vomitados, deixando por todo o ônibus aquele delicioso perfume de final de expediente de pedreiro.
Na última viagem, a velhinha que sentou - se ao meu lado falou por duas horas sem parar sequer pra dar uma vírgula. Quando parou de falar (intervalo de meio segundo), ela quis saber o que eu fazia da vida.
- Sou escritor. – respondi.
- Que bacana. E que tipo de histórias você escreve?
- Pornografia infantil.
Ela mudou de poltrona na hora. Desde então, tenho usado esta tática.
Como disse, desconfio de gente assim por uma razão muito simples: amizade se conquista, vem aos poucos, é como o amor. Quando a pessoa é logo de cara muito simpática e faladeira, ou está sendo muito falsa, ou é muito carente.
Aposto que antes de Hitler se tornar o monstro que foi, as pessoas falavam a mesma coisa dele. Fico imaginando ele dando um daqueles seus discursos histéricos no meio de uma praça qualquer de Berlim, e dois judeus por ali passando param e comentam:
- Olha que sujeitinho engraçado aquele. Baixinho, cabelo escorrido...
- E fala mais que a boca!
- E aquele bigodinho então? Já viu coisa mais hilária?
- Mas ele parece meio zangado...
- Bobagem. Alguém que usa um bigodinho tão engraçadinho, não pode ser tão mau.
E deu no que deu.
Diego Gianni
Da minha parte, em papos com pessoas de pouca ou nenhuma intimidade, gosto de conversar sobre coisas interessantes. Sim, nós homens sabemos conversar sobre outros assuntos que não sejam futebol e mulheres. Não me recordo de nenhum no momento, mas deve ter.
Ah sim! Amo conversar sobre religião, já que não tenho nenhuma em particular. Já política, não é a minha. Quando perguntam minha opinião a respeito do Lula e o esquema do mensalão, não sei bem o que dizer. Acho apenas que está faltando um dedo nesta história.
Mas a verdade é que quando não tenho o que falar, simplesmente fecho a boca. Evito ficar inventando assunto só pra quebrar o gelo.
Só que as pessoas não são assim. Falam por falar.
Um amigo comentou comigo que pessoas que falam muito fazem isso por causa da solidão. Não sei. Também sou um cara meio sozinho. Pra mim essas pessoas nasceram com a missão de encher o saco, simples assim. Antes delas nascerem, um anjo deve ter ordenado para elas:
- Vá e encha todos os sacos que puderes!
E são muito bem sucedidas nisso, devo dizer. Mas o que realmente me deixa desconfiado em relação a essas pessoas que falam mais que a boca, é que elas fazem amizade rápido demais. Em cinco minutos te conhecem e já vão contando toda a vida delas, até mesmo o histórico médico da família.
Ah, as doenças! Eu tinha me esquecido das malditas doenças! Toda vez (eu disse toda vez) que pego um ônibus para viajar, senta uma velha do meu lado e começa a falar de doença. E na poltrona de trás, evidentemente, um menininho comendo aqueles salgadinhos amarelos que logo em seguida serão vomitados, deixando por todo o ônibus aquele delicioso perfume de final de expediente de pedreiro.
Na última viagem, a velhinha que sentou - se ao meu lado falou por duas horas sem parar sequer pra dar uma vírgula. Quando parou de falar (intervalo de meio segundo), ela quis saber o que eu fazia da vida.
- Sou escritor. – respondi.
- Que bacana. E que tipo de histórias você escreve?
- Pornografia infantil.
Ela mudou de poltrona na hora. Desde então, tenho usado esta tática.
Como disse, desconfio de gente assim por uma razão muito simples: amizade se conquista, vem aos poucos, é como o amor. Quando a pessoa é logo de cara muito simpática e faladeira, ou está sendo muito falsa, ou é muito carente.
Aposto que antes de Hitler se tornar o monstro que foi, as pessoas falavam a mesma coisa dele. Fico imaginando ele dando um daqueles seus discursos histéricos no meio de uma praça qualquer de Berlim, e dois judeus por ali passando param e comentam:
- Olha que sujeitinho engraçado aquele. Baixinho, cabelo escorrido...
- E fala mais que a boca!
- E aquele bigodinho então? Já viu coisa mais hilária?
- Mas ele parece meio zangado...
- Bobagem. Alguém que usa um bigodinho tão engraçadinho, não pode ser tão mau.
E deu no que deu.
Diego Gianni
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Alguns elogios
Olá pessoas, beleza? Olha só, a gente sempre tem mania de ficar criticando os políticos do nosso país - que na sua maioria são safados mesmo - mas esquecemos de elogiar as coisas boas que alguns deles fazem. Claro, que sempre, quando merecido.
O vereador Jair Cezar do PSDB é autor de uma lei que me agradou muito. Os circos que apresentarem animais em seus shows estão proibidos de fazer apresentações no município de Curitiba. A lei deve entrar em vigor em aproximadamente 90 dias. Isso é uma conquista, visto que muita gente já percebeu e/ou já viu como os animais são tratados em alguns circos. Veja bem, alguns circos, porque também não são todos que tratam mau os animais. Mas mesmo assim, tratando bem ou não, os animais são colocados em jaulas minúsculas onde não podem se mover direito praticamente o dia inteiro - claro, eles têm de ficar prezos senão eles fogem, não é?
Outra atitude que eu gostaria de elogiar, é a da polícia (não lembro se militar ou civil ou outra) que prendeu uma quadrilha que fazia assaltos na Avenida das Torres, aqui em Curitiba. Claro que vão existir outras pessoas que vão começar a fazer esse tipo de assalto, mas isso prova de que existem pessoas trabalhando. Esses assaltos eram realizados nos sinaleiros. Os assaltantes quebravam os vidros dos carros e roubavam o que queriam das pessoas.
Existem diversas coisas boas acontecendo à nossa volta, a gente só tem de aprender a ver. Mas claro que isso não nega o fato de que há muita coisa errada e nós - isso mesmo, NÓS - somos responsáveis também por isso, porque parece lugar comum mas é uma verdade: o país tem os governantes que merecem. Então a gente deve fazer coisas do tipo: anotar os nomes dos governantes que fizeram alguma coisa que você não gostou para não votar neles na próxima eleição. E anotar os nomes dos políticos bons para podermos votar neles novamente. Por isso fiz questão de guardar o nome do vereador Jair Cezar, que foi o autor dessa lei contra os animais em circos.
É isso aí pessoal. Bjs a todos e um ótimo feriado!!! =)
O vereador Jair Cezar do PSDB é autor de uma lei que me agradou muito. Os circos que apresentarem animais em seus shows estão proibidos de fazer apresentações no município de Curitiba. A lei deve entrar em vigor em aproximadamente 90 dias. Isso é uma conquista, visto que muita gente já percebeu e/ou já viu como os animais são tratados em alguns circos. Veja bem, alguns circos, porque também não são todos que tratam mau os animais. Mas mesmo assim, tratando bem ou não, os animais são colocados em jaulas minúsculas onde não podem se mover direito praticamente o dia inteiro - claro, eles têm de ficar prezos senão eles fogem, não é?
Outra atitude que eu gostaria de elogiar, é a da polícia (não lembro se militar ou civil ou outra) que prendeu uma quadrilha que fazia assaltos na Avenida das Torres, aqui em Curitiba. Claro que vão existir outras pessoas que vão começar a fazer esse tipo de assalto, mas isso prova de que existem pessoas trabalhando. Esses assaltos eram realizados nos sinaleiros. Os assaltantes quebravam os vidros dos carros e roubavam o que queriam das pessoas.
Existem diversas coisas boas acontecendo à nossa volta, a gente só tem de aprender a ver. Mas claro que isso não nega o fato de que há muita coisa errada e nós - isso mesmo, NÓS - somos responsáveis também por isso, porque parece lugar comum mas é uma verdade: o país tem os governantes que merecem. Então a gente deve fazer coisas do tipo: anotar os nomes dos governantes que fizeram alguma coisa que você não gostou para não votar neles na próxima eleição. E anotar os nomes dos políticos bons para podermos votar neles novamente. Por isso fiz questão de guardar o nome do vereador Jair Cezar, que foi o autor dessa lei contra os animais em circos.
É isso aí pessoal. Bjs a todos e um ótimo feriado!!! =)
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Os ofendidos
Foi Manuel Joaquim, lusitano legítimo (com direito a bigode e tudo) que organizou o encontro.
O louco. O fanho. O japonês. O negro. A loira. O gaúcho. A bichinha. E claro, o papagaio. Todos eles tinham em comum o fato de serem alvo de piadas.
- Inho é um anhiurdo! – explodiu o fanho num acesso de fúria!
- Gente, alguém entendeu o que ele falou? – perguntou a bichinha.
- Bah, Tchê! – intrometeu-se o gaúcho. – Acho que ele quer um mate!
- Ele quer que mate quem, meu Deus? – afligiu-se a loira.
- Barbaridade! – comentou o gaúcho para o negro. – Que galega burra!
E ainda ficaram discutindo por meia hora sobre o que o fanho poderia ter dito. Abstenho-me por um momento do meu humilde papel de narrador para explicar que o fanho disse que “isso é um absurdo”.
Manuel Joaquim bateu o martelo na mesa (não sem antes tentar bater a mesa no martelo) e deu início a reunião:
- Ó raios! Tirando a loira e o louco, acho que todos vocês sabem porque eu os chamei, ó pá!
- Eu sei, né? – arriscou o japonês. – Pra comerem meus pastéis, né?
- Ai gente, eu só pego no quibe. – sugeriu a bichinha.
- Ó raios! – zangou-se Manuel. – Que quibe e pastel que nada! O problema é que somos alvos de chacota, ó pá! Todos nós! Eu, por exemplo! Ó raios! Os brasileiros acham que todo português se chama ou Manuel ou Joaquim!
- É, e que toda bichinha é histérica! – desabafou ela (e), em seguida esperneando ao ver uma barata no chão da sala.
- Inheu hestou anhado de nher nhatrado nhomo nhum honho! * – disse o fanho.
* tradução simultânea: “eu estou cansado de ser tratado como um bobo”.
- E eu estou cansada de ser vista como burra! – choramingou a loira.
- Barbaridade, tchê! Tu está tentando beber o chimarrão de ponta cabeça, minha prenda! E eu também estou farto de que duvidem das minhas preferências sexuais, tchê! Eu estou usando calcinha! E tem que ser muito macho pra usar calcinha!
- Crááá! – berrou o papagaio. – E eu exijo que façam piada com as outras aves também! Pombas!
- E japonês não gosta que tirem sarro do falo dele, né? Japonês fica brabo, né?
- E você, bofe doido, o que acha? – perguntou a bichinha para o louco.
- Eu só tenho uma coisa a dizer sobre tudo isso. – sussurrou o louco.
- O quê, raios?
- O minuano é um vento que sopra da Argentina. – observou o louco. Ninguém entendeu.
- Gente, ta faltando argentino na rodinha! – observou a bicha.
- Argentino não tem vez aqui, ó pá! – urrou Manuel. – São todos uns lazarentos! Bom, agora vamos continuar falando sobre esta coisa do preconceito.
- O que um negro precisa fazer pra ser ouvido? – zangou-se o negro.
- Ele precisa mexer a boca. – respondeu brilhantemente a loira.
- Desculpe, ó raios! Pode falar!
- De todos que estão aqui – disse o negro. - ...eu sou o mais atingido pelas piadas! Contar piada de negro é racismo!
- Pode ser, mas é muito engraçado. – disse o papagaio.
- Bah, tchê! Adoro humor negro! – disse o gaúcho.
- E eu adoro amor negro. – disse a bichinha. – Ao contrário de certas pessoas, eles foram favorecidos pela natureza.
- Japonês não gostou deste comentário, né? Japonês vai descer o braço em homem frutinha, né?
- Acalmem-se, gajos! Raios! Temos que nos unir!
- Inho enhsmo! Nhe nhos unhirmos nhudo nhai nher nhais nhácil! Nhanhinha nheta nhunhuca nhepa * !
* Me desculpem, mas esta nem eu consegui traduzir.
A reunião não durou muito tempo não. O português machucou o dedo quando foi tentar bater o martelo na mesa de novo. O louco subiu na mesa e mordeu a própria testa. O fanho ficou discursando sozinho. O japonês teve que sair porque era a hora da feira.A loira saiu correndo quando começou a chover, pois usa xampu pra cabelos secos. O gaúcho foi reabastecer a cuia e a bichinha foi atrás do negro, depois que o papagaio jurou que só ia dar o pé.
Diego Gianni
O louco. O fanho. O japonês. O negro. A loira. O gaúcho. A bichinha. E claro, o papagaio. Todos eles tinham em comum o fato de serem alvo de piadas.
- Inho é um anhiurdo! – explodiu o fanho num acesso de fúria!
- Gente, alguém entendeu o que ele falou? – perguntou a bichinha.
- Bah, Tchê! – intrometeu-se o gaúcho. – Acho que ele quer um mate!
- Ele quer que mate quem, meu Deus? – afligiu-se a loira.
- Barbaridade! – comentou o gaúcho para o negro. – Que galega burra!
E ainda ficaram discutindo por meia hora sobre o que o fanho poderia ter dito. Abstenho-me por um momento do meu humilde papel de narrador para explicar que o fanho disse que “isso é um absurdo”.
Manuel Joaquim bateu o martelo na mesa (não sem antes tentar bater a mesa no martelo) e deu início a reunião:
- Ó raios! Tirando a loira e o louco, acho que todos vocês sabem porque eu os chamei, ó pá!
- Eu sei, né? – arriscou o japonês. – Pra comerem meus pastéis, né?
- Ai gente, eu só pego no quibe. – sugeriu a bichinha.
- Ó raios! – zangou-se Manuel. – Que quibe e pastel que nada! O problema é que somos alvos de chacota, ó pá! Todos nós! Eu, por exemplo! Ó raios! Os brasileiros acham que todo português se chama ou Manuel ou Joaquim!
- É, e que toda bichinha é histérica! – desabafou ela (e), em seguida esperneando ao ver uma barata no chão da sala.
- Inheu hestou anhado de nher nhatrado nhomo nhum honho! * – disse o fanho.
* tradução simultânea: “eu estou cansado de ser tratado como um bobo”.
- E eu estou cansada de ser vista como burra! – choramingou a loira.
- Barbaridade, tchê! Tu está tentando beber o chimarrão de ponta cabeça, minha prenda! E eu também estou farto de que duvidem das minhas preferências sexuais, tchê! Eu estou usando calcinha! E tem que ser muito macho pra usar calcinha!
- Crááá! – berrou o papagaio. – E eu exijo que façam piada com as outras aves também! Pombas!
- E japonês não gosta que tirem sarro do falo dele, né? Japonês fica brabo, né?
- E você, bofe doido, o que acha? – perguntou a bichinha para o louco.
- Eu só tenho uma coisa a dizer sobre tudo isso. – sussurrou o louco.
- O quê, raios?
- O minuano é um vento que sopra da Argentina. – observou o louco. Ninguém entendeu.
- Gente, ta faltando argentino na rodinha! – observou a bicha.
- Argentino não tem vez aqui, ó pá! – urrou Manuel. – São todos uns lazarentos! Bom, agora vamos continuar falando sobre esta coisa do preconceito.
- O que um negro precisa fazer pra ser ouvido? – zangou-se o negro.
- Ele precisa mexer a boca. – respondeu brilhantemente a loira.
- Desculpe, ó raios! Pode falar!
- De todos que estão aqui – disse o negro. - ...eu sou o mais atingido pelas piadas! Contar piada de negro é racismo!
- Pode ser, mas é muito engraçado. – disse o papagaio.
- Bah, tchê! Adoro humor negro! – disse o gaúcho.
- E eu adoro amor negro. – disse a bichinha. – Ao contrário de certas pessoas, eles foram favorecidos pela natureza.
- Japonês não gostou deste comentário, né? Japonês vai descer o braço em homem frutinha, né?
- Acalmem-se, gajos! Raios! Temos que nos unir!
- Inho enhsmo! Nhe nhos unhirmos nhudo nhai nher nhais nhácil! Nhanhinha nheta nhunhuca nhepa * !
* Me desculpem, mas esta nem eu consegui traduzir.
A reunião não durou muito tempo não. O português machucou o dedo quando foi tentar bater o martelo na mesa de novo. O louco subiu na mesa e mordeu a própria testa. O fanho ficou discursando sozinho. O japonês teve que sair porque era a hora da feira.A loira saiu correndo quando começou a chover, pois usa xampu pra cabelos secos. O gaúcho foi reabastecer a cuia e a bichinha foi atrás do negro, depois que o papagaio jurou que só ia dar o pé.
Diego Gianni
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
R A D I O H E A D _ IN / RAINBOWS
Então galera! To tão feliz que o Radiohead lançou seu álbum... Quer dizer, na verdade eles vão lançar dia 10 de outubro, mas como bom fã que sou, já sei da notícia.
Gostaria de aproveitar para entrar no assunto da nova maneira de se vender música. O novo álbum do Radiohead está em pré-lançamento nas seguintes versões: DOWNLOAD DIGITAL e DISCBOX (ver imagem abaixo). No DOWNLOAD DIGITAL você entra na página (www.inrainbows.com) e compra. Aí eles mandam um código e você poderá baixar o disco. O inesperado é que você paga pelo disco o quanto quiser! Isso mesmo! Você não ouviu errado... Você pede para fazer o download e escreve o quanto gostaria de pagar, incrível né?! Eu mesmo nunca tinha visto isso.
O DISCBOX (imagem acima) já é diferente. Ele contém 2 discos: o lançamento normal (In Rainbows) mais um disco novo com músicas exclusivas, um extra do disco digamos assim. No kit vem os 2 CD's e também 2 discos de vinil do mesmo lançamento. Ainda tem gente que compra vinil?!
TEM! É nesse assunto que eu queria entrar. Esses dias eu estava conversando com alguns amigos meus sobre o fim do CD. Eu falei "Imagina! Isso nunca vai acabar! Porque tem gente que compra. Assim como ainda existe o vinil." Aí eles me disseram que existem, mas são poucos. Bom, de qualquer forma eu falei que eu serei um eterno comprador de CD's... Por quê? Bem, vamos explicar... O CD é um trabalho completo do artista, que tem começo, meio e fim. A primeira faixa não é a primeira por acaso, assim como a segunda não é segunda por acaso e assim por diante. No meu projeto solo estou colocando faixas na internet (pela Last FM) mas prentedo, de verdade, fazer um álbum... um CD! Porque vou fazer um trabalho completo que tem começo, meio e fim e com um assunto específico. Isso é o que vejo num trabalho de álbum.
Não sou contra o MP3, aliás acho que facilitou muito a vida de muita gente, mas MP3 é um assunto que quero abordar em outra postagem. Um dos problemas do MP3 e que as pessoas compram aqueles aparelhinhos pra tocar, colocam 10.000 músicas lá dentro e ficam ouvindo, mas no final das contas acabam não ouvindo nada direito e devidamente, entendem o que quero dizer? Você não ouve a música com profundidade, como ela deve ser ouvida. Eu sempre digo: nada mais emocionante que colocar um CD no estéreo, ficar lendo o encarte (que faz parte do trabalho do álbum) e ouvir o CD calmamente até o fim. A obra completa. Isso é mágico!
Eu gostaria de comprar o CD novo do Radiohead, mas ainda não sei se eles vão lançar somente em CD ou se vai ser só essa DISCBOX e DOWNLOAD. De qualquer forma, vou fazer o download quando estiver disponível. Mas acredito que eles vão lançar somente o disquinho digital também! Afinal, eles estão lançando esse novo trabalho por eles mesmos, sem gravadora metida no meio e nem distribuidora. Esse é um dos motivos pelos quais eu amo tanto essa banda. Eles sempre estão inovando! Haja criatividade!
Falows galera! Abraços digitais!!! ;-)
Gostaria de aproveitar para entrar no assunto da nova maneira de se vender música. O novo álbum do Radiohead está em pré-lançamento nas seguintes versões: DOWNLOAD DIGITAL e DISCBOX (ver imagem abaixo). No DOWNLOAD DIGITAL você entra na página (www.inrainbows.com) e compra. Aí eles mandam um código e você poderá baixar o disco. O inesperado é que você paga pelo disco o quanto quiser! Isso mesmo! Você não ouviu errado... Você pede para fazer o download e escreve o quanto gostaria de pagar, incrível né?! Eu mesmo nunca tinha visto isso.
O DISCBOX (imagem acima) já é diferente. Ele contém 2 discos: o lançamento normal (In Rainbows) mais um disco novo com músicas exclusivas, um extra do disco digamos assim. No kit vem os 2 CD's e também 2 discos de vinil do mesmo lançamento. Ainda tem gente que compra vinil?!TEM! É nesse assunto que eu queria entrar. Esses dias eu estava conversando com alguns amigos meus sobre o fim do CD. Eu falei "Imagina! Isso nunca vai acabar! Porque tem gente que compra. Assim como ainda existe o vinil." Aí eles me disseram que existem, mas são poucos. Bom, de qualquer forma eu falei que eu serei um eterno comprador de CD's... Por quê? Bem, vamos explicar... O CD é um trabalho completo do artista, que tem começo, meio e fim. A primeira faixa não é a primeira por acaso, assim como a segunda não é segunda por acaso e assim por diante. No meu projeto solo estou colocando faixas na internet (pela Last FM) mas prentedo, de verdade, fazer um álbum... um CD! Porque vou fazer um trabalho completo que tem começo, meio e fim e com um assunto específico. Isso é o que vejo num trabalho de álbum.
Não sou contra o MP3, aliás acho que facilitou muito a vida de muita gente, mas MP3 é um assunto que quero abordar em outra postagem. Um dos problemas do MP3 e que as pessoas compram aqueles aparelhinhos pra tocar, colocam 10.000 músicas lá dentro e ficam ouvindo, mas no final das contas acabam não ouvindo nada direito e devidamente, entendem o que quero dizer? Você não ouve a música com profundidade, como ela deve ser ouvida. Eu sempre digo: nada mais emocionante que colocar um CD no estéreo, ficar lendo o encarte (que faz parte do trabalho do álbum) e ouvir o CD calmamente até o fim. A obra completa. Isso é mágico!
Eu gostaria de comprar o CD novo do Radiohead, mas ainda não sei se eles vão lançar somente em CD ou se vai ser só essa DISCBOX e DOWNLOAD. De qualquer forma, vou fazer o download quando estiver disponível. Mas acredito que eles vão lançar somente o disquinho digital também! Afinal, eles estão lançando esse novo trabalho por eles mesmos, sem gravadora metida no meio e nem distribuidora. Esse é um dos motivos pelos quais eu amo tanto essa banda. Eles sempre estão inovando! Haja criatividade!
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