domingo, 30 de setembro de 2007

?

Tem alguem aí?
Cadê o povo desse blog?
Affff...escrevam qualquer merda, mas escrevam!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Minha música

Oi pessoas. Eu sei que a Adri já ouviu a minha música mas não sei se vocês ouviram ainda. Então quando puderem, entrem nesse link: http://www.lastfm.com.br/music/Alex+Berto que é minha página no LastFM e lá vocês podem ouvir. Depois digam pra mim o que acharam, beleza?! Falows!!! =)

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Dinheiro (não) traz felicidade

Pois é, pessoas. As pessoas vivem dizendo que dinheiro não traz felicidade (quem dera fosse assim), mas eu tenho aqui uma lista de algumas, digamos, provas de que dinheiro traz felicidade.

Se eu tivesse dinheiro eu poderia:

1) Comprar roupas legais
Isso faria com que eu andasse mais bem vestido, portanto as pessoas iriam me respeitar mais e me dar mais valor. Respeito e valor são coisas que me deixam muito feliz.

2) Comprar um carro
2.1) Se eu tivesse um carro eu teria uma namorada, que me daria carinho, atenção e amor. Carinho, atenção e amor fazem de mim um ser feliz.
2.2) Eu poderia sair mais, então eu encontraria mais meus amigos e aliviaria o stress do trabalho da semana inteira. Encontrar os amigos e aliviar o stress fazem de mim uma pessoa feliz.

3) Ser mais altruísta
Se eu tivesse dinheiro eu poderia ajudar meus amigos e outras pessoas que têm necessidades, dessa forma eu estaria colocando em prática o meu altruísmo. Colocar em prática o meu altruísmo me deixa bem feliz.

4) Me dar ao luxo de ficar deprimido
Quem já não ouviu a frase: "Dinheiro não traz felicidade, mas ajuda a chorar em Paris."? Pois é, é uma verdade. Se eu tivesse deprimido poderia então viajar e chorar em frente ao Big Ben, ou à Torre Eifel, ou às pirâmides do Egito. E ainda por cima, adquirindo cultura. Viajar para esquecer a depressão e ainda adquirir cultura me deixam bem feliz.

5) Não ter problemas com depressão
Se eu tivesse dinheiro eu pagaria um psiquiatra que me ajudaria a passar pelos meus problemas e depressões. Não ter problemas e não ficar deprimido me deixa muito feliz.

6) Mandaria em alguém
Eu não precisaria trabalhar pra ninguém. Eu teria pessoas que fizessem o que eu quisesse que elas fizessem. Ter o controle da situação me deixa bem feliz.

7) Dar presentes a quem eu amo
Daria diversos presentes que fariam a pessoa que eu amo ficar feliz, e com isso eu também ficaria feliz. Fazer uma pessoa feliz e ficar feliz por isso é algo que certamente me faz feliz.

8) Ter tempo livre
Não precisando trabalhar eu poderia me dedicar totalmente ao que eu realmente amo, que é o teatro e a música. Então eu poderia aproveitar melhor isso. Me dedicar às minhas paixões me deixa muito feliz.

9) Não andar mais de ônibus
Andar de ônibus me estressa. Eu não teria esse problema se eu tivesse dinheiro. Andar de ônibus cansa muito. Não me cansar à toa e não ficar estressado me deixa muito feliz.

10) Ouviria músicas com qualidade
Não ouviria tanto mp3 porque eu poderia comprar mais CD's. Porque mp3 tem baixa qualidade e isso dói nos meus ouvidos sensíveis! Hehehehehe... Ouvir música com qualidade me deixa muuuuuito feliz.

É galera, essas são apenas algumas vantagens de ter dinheiro. Pra resumir, vamos ver o que eu teria se tivesse dinheiro.

- Ganharia mais respeito das pessoas e elas me valorizariam mais;
- Teria mais carinho, atenção e amor;
- Encontraria mais os meus amigos;
- Aliviaria o stress;
- Colocaria em prática o meu altruísmo;
- Teria o luxo de ficar deprimido quando quisesse só pra viajar e ainda adquirir cultura;
- Não teria problemas com depressão;
- Teria o controle da situação;
- Faria uma pessoa feliz e isso me faria feliz também;
- Dedicaria todo o meu tempo às minhas paixões;
- Não me cansaria à toa;
- Curtiria as músicas com qualidade, sem doer no ouvido.

Acho que nem precisa mais do que isso pra ser feliz, concordam comigo?! Huehuehuehueh.....

Falows galera!!! =)

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O mito do pênis

PAM! PAM! PAM!
Tomé, psicólogo especialista em problemas sexuais, ouviu as batidas na porta de seu consultório e foi abrir para Osório, que no telefone parecia estar desesperado.
- Doutor Tomé?
- O próprio.
- Obrigado por abrir um horário pra mim! Eu não sei mais o que fazer! – disse o pobre coitado se deitando no divã.
- Se acalme e comece pelo começo.
Dado o pleonasmo, Osório pôs-se a desabafar.
- Trata-se do meu pênis.
- Sei.
- Me incomoda muito!
- O que exatamente no seu pênis lhe incomoda?
- O tamanho. – admitiu envergonhado.
Um caso típico, pensou o doutor Tomé.
- Senhor Osório...muito já se falou sobre o tamanho do pênis. Teses elaboradas, bombas de alargamento peniano, promessas da homeopatia...o próprio Albert Einstein só desenvolveu a teoria da relatividade por causa do seu complexo diante da esposa. Especialmente nas noites de frio, ele dizia à ela que “tudo é relativo”, ou pra resumir, que diferença faz se o pênis tem 7, 14 ou 30 cm diante da imensidão do universo?
- Mas doutor...
- Ontem mesmo, acredite, atendi um caso semelhante ao seu, mas com certeza muito pior. Um anão japonês, já viu uma coisa dessas?
- O doutor não está entendendo...o problema é que meu pênis é grande demais.
Fez-se silêncio no recinto. Isso era novidade.
- Imenso! Colossal! Eu não tô dando conta, doutor!
- Ainda não entendi seu problema. Metade dos homens da face da Terra, dentre os quais eu me incluo, desejariam ter um pênis mais portentoso.
- Não o meu! – disse quase em prantos – Acredite, não o meu!
- Não pode ser tão grande assim. Qual é exatamente o tamanho?
- Não faço idéia.
- Você nunca quis medir?
- Tentei uma vez, mas acabou a cola.
- Cola? Pra que cola?
- Pra colar as fitas métricas.
Tomé tentou segurar o riso e saiu uma tosse meio esquisita. Certamente se tratava de um lunático, um demagogo, um...
- O doutor quer dar uma espiadinha?
- Eu...? – ruborizou Tomé – Isso vai contra a ética...
- Doutor Tomé, o senhor precisa ver para crer!
- Tudo bem...mas devo avisar que esta consulta está sendo filmada.
O médico não conseguiu segurar o grito de espanto quando Osório baixou a calça.
- Meu Deus! Eu vou ter que cobrar a consulta em dobro!
- Eu não disse?
- Parecem até gêmeos xipófagos!
- O que eu faço, doutor?
- Levante as mãos pro céu e agradeça a Deus! – bradou Tomé numa mescla de inveja e admiração – Senhor Osório, o próprio cajado de Moisés parece um palitinho perto...disso! O senhor deve conseguir todas as mulheres do mundo!
- Antes fosse! – e emendou num choro sentido – Eu sou virgem!
- Está de sacanagem comigo? Alguém com um...troço deste tamanho não pode ser virgem!
- Mas sou! – reafirmou em soluços.
- Mas...mas... – gaguejou Tomé incrédulo – Esta é a Ferrari dos pênis!
- E de que adianta ter uma Ferrari se ela é grande demais para entrar em qualquer garagem?
- Oh...entendo.
- Eu não sei o que fazer!
- Vamos achar uma solução. Se você recebeu este dom, pra alguma coisa há de servir!
- Isso não é dom! Chico Xavier tinha um dom! Eu tenho uma maldição! Eu...o que está fazendo? Não tire fotos!
- Desculpe. – disse guardando a máquina – Uma curiosidade médica: como você consegue fazer as coisas do dia a dia com essa...esse...isso aí?
- Aprendi a me virar. Sabe as três batidas que eu dei na porta agora há pouco?
- Sei.
- Foi com “ele”.
Tomé olhou com nojo para a porta branca do consultório. No dia seguinte a mandaria trocar.
- E também nas olimpíadas em Sidney...fui campeão no salto com vara. Depois me desclassificaram por eu ter saltado sem nada nas mãos.
- Compreendo...
- É só problema, doutor! Outro noite, de madrugada, estava tão apertado que tive que urinar no meio da rua.
- E daí?
- O doutor deve ter ouvido falar daquela enchente que matou setenta pessoas.
- Meu Deus...
- O que eu faço, doutor? Isso não é um pênis, é um encosto!
Mas o doutor nada pode responder. Era um caso sem precedentes. Osório saiu do consultório do mesmo jeito que entrou. Minto. Sem o dinheiro da consulta, estava mais duro ainda...e de saco cheio.
A grande ironia de sua vida aconteceu meses mais tarde, ao se distrair e quebrar o nariz em um poste. Perda total. Para reconstituírem seu rosto, os médicos usaram parte do tecido de seu “dito cujo”, por assim dizer.
Nas noites de sexta, Osório costumava reunir os amigos, e entre uma ou outra bebida, contava a tragicômica história de como parte do seu pênis havia reconstituído o rosto. A maioria achava essas conversas um tanto escatológicas, mas Osório nem ligava.
Mesmo porque, depois da cirurgia, passou a ser muito cara de pau.

Diego Gianni

sábado, 15 de setembro de 2007

PERGUNTA Q NÃO QUER CALAR

Por favor me respondam:
Quem é o chefe hoje???
Quem cordena o grupo Karaloka hoje???
Quem vai levar a "bolada" de 20,00 reais hoje???
Quem que vai catar o lixo dos alunos no final do espetáculo hoje???

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Fragmentos

Sabe quando você está andando pela rua e pessoas passam rapidamente conversando umas com as outras? Sempre fico morrendo de curiosidade para ouvir as conclusões de suas conversas, mas são apenas vozes e rostos que nunca mais voltamos a ver e ouvir.
Hoje mesmo. Eu dentro do ônibus, duas senhoras conversavam enquanto a porta não abria para elas saírem:
- Soube da Margô?
- O que ela aprontou desta vez?
- O mesmo que a Vanoca.
- (incrédula) Nãooo...
- Te juro, menina.
- E o que o Celso achou disso?
- Bom, ele...
Saíram. Fiquei sem saber o que a tal Margô fez (nada que a Vanoca não tenha feito), e muito menos se o Celso gostou ou não.
Outro dia, caminhando, foi mais curioso ainda. Dois homens andando lentamente na minha frente, um gari e um japonês. O gari super simples, o japa caladão, sisudo. Conversavam sobre o 11 de setembro.
Gari: Eu lembro que eu tava em casa quando o avião bateu nas torre.
Japonês: Humnn.
Gari: Que coisa, né?
Japonês: Humnn.
Gari: Era tão bonitas as torre do “uordi treidi center”, uma pena que os avião acertou.
Japonês: Humnn.
Gari: O que você acha disso tudo?
Japonês: Eu só tenho uma coisa a dizer sobre tudo isso.
Não ouvi a opinião do japonês, eu já estava atravessando a rua. Devia ser interessante, talvez algo a ver com o Pearl Harbor.
Pior é quando a conversa alheia vai de um assunto para outro. As mulheres fazem muito isso. Pulam de assunto como os cangurus saltam pela vida afora.
Eu dentro do cinema, na fileira da frente, duas garotas conversavam no meio do filme:
- Nem te conto o que o Arroz me disse.
- Eu vou querer saber?
- Ainda nessa? São águas passadas.
- O Arroz não vale o que come. Mas diz. O que ele disse?
- (olhando para a tela do cinema, como se só então percebesse que estava passando um filme) O Léo não tem mais o sex appeal de antes.
- Depois do Titanic ele nunca mais foi o mesmo.
- Aquela vaca é que soube aproveitar. Qual era o nome dela mesmo?
- Quem?
- Da vaca da atriz do Titanic.
- Kate alguma coisa.
- Kate Winslet!
- Isso.
- Vaca.
- Vaca. E o Arroz?
Neste exato momento Di caprio mostrou suas nádegas brancas em cena, o que fez as duas se calarem pelo resto do filme. Fiquei curioso, sobretudo, em saber o por que de alguém ser apelidado de Arroz. Vou morrer sem saber essa.
Sei apenas que gosto das coisas com começo, meio e fim. Não saber os finais das histórias me angustia de uma forma inenarrável.
Isso me lembra um certo dia, quando eu...

Diego Gianni

domingo, 9 de setembro de 2007

A MAIOR INVENÇÃO DA HUMANIDADE!!!

Não estou aqui para bancar o advogado de defesa de ninguém...mas não entendi a reação da Adri (vulgo “Laurinha Fica Melhor”) quando o Bob pediu para devolvermos os elásticos.
Afinal, o que seria da humanidade sem os elásticos???
Andei pesquisando sobre esta prodigiosa invenção (sim, eu não tenho namorada, tenho tempo pra fazer essas coisas):

ELÁSTICO é um tipo de tecido com propriedades elásticas e retorna à sua forma – quase – original após ser deformado, esticado ou comprimido. Quase porque não é possível haver um material e condições ideais para que ele volte exatamente à forma original.
O elástico pode ser produzido através de um trançado de algodão ou outros fios têxteis juntamente com fios de borracha. Contudo, ainda pode ser fabricado a partir de fibras sintéticas com propriedades semelhantes àquelas dos elásticos à base de fios de borracha. As fibras sintéticas são chamadas de elastômeros e as melhores delas são mais resistentes que a borracha.
É possível encontrar o elástico em diversos objetos e integrados em tecidos também. O elástico pode perder sua principal propriedade com o tempo, dependendo do uso e desgaste. Pode também se romper se alongado com uma força além da sua capacidade de resistência, que varia de material para material, condições de conservação e temperatura.
Elástico pode ser também um objeto geralmente utilizado em escritório composto unicamente de um material elástico no formato de um fio cúbico ou cilíndrico em circunferência, usado para prender dinheiro, papéis, potes, embalagens etc.
...

É...faltou eles relatarem que o elástico também pode ser usado para MAÇOS DE NOTAS DE DOIS REAIS para companhias de teatro e afins.
Mas o que me surpreendeu mesmo nesta pesquisa foi esta parte em especial:

“ELÁSTICO é um tipo de tecido com PROPRIEDADES ELÁSTICAS”.

Estou pasmo. Eu não fazia a menor idéia de uma coisa dessas.
Vivendo e aprendendo...

Diego Gianni

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Uma droga de texto

Outro dia fui convidado para ir num churrasco. Fui mais pelas mulheres do que pela carne. Chegando lá, vi que só tinha homens e quase não tinha carne.
Começou bem.
E vocês sabem, churrasco é que nem formatura. No começo todo mundo é comportado, cordial, educado, etc. Mais cerveja vai, cerveja vem, e quando você percebe se inicia um bate boca sobre futebol ou o futuro (ou falta de) deste país.
Mas até aí tudo bem. Cerveja todo mundo bebe, e álcool, afinal de contas, até Cristo bebeu um golezinho antes de ser traído por aquele comuna do Judas.
Mas depois alguns dos presentes resolveram, como eu posso dizer...dar um tapa na pantera, acender o orégano dos doidos, ou para os leigos, fumar maconha.
Eu sou careta. Pedi licença e aproveitei para ir ao banheiro. Acho que este é o melhor exemplo que eu posso dar sobre os efeitos da maconha: quando eu estava indo para o banheiro, eles estavam discutindo sobre as chances do Brasil faturar a próxima Copa. Quando eu voltei para a sala, eles estavam traçando um paralelo entre a morte de Tancredo Neves e a evolução dos anfíbios. Não me perguntem como.
- Este país é o que é por causa dos anfíbios! Só não vê quem não quer!
Eu assistia a tudo embasbacado. De repente eles começaram a rir. Não de uma piada ou algum comentário jocoso. Riam por rir, de qualquer coisa.
- Vejam! Um besouro!
E riam como nunca...
Como escritor, já me perguntaram se eu fumo antes de escrever. Respondo sinceramente que não, e alguns duvidam – como se fosse preciso você sair do seu estado normal e entrar num estado “vegetativo” (sem trocadilhos) para criar uma história.
Mas o que se comenta, e isso eu não duvido, é que a maconha te ajuda a liberar a mente, etc. Em contrapartida, as milhares de idéias que surgem não são aproveitáveis, mesmo que na hora você ache o “maior barato” (chega de trocadilhos, pelo amor de Deus).
Pois muito bem. Eu me rendo. Resolvi escrever esta crônica até este ponto e acender um cigarrinho do demônio para ver como eu continuo escrevendo (nota mental: não mandar esta crônica para ninguém da minha família).
Muito bem...estou acendendo o cigarro. Agora vou dar o meu primeiro trago.

...

Voltei. Fiquei cinco minutos no banheiro tossindo. Minha mãe veio me perguntar se eu estava bem e por algum motivo eu caí na gargalhada.
Bom, vou continuar a escrever. Até aqui tudo bem. Minhas idéias estão normais e não estou “pirando” para escrever, como me diziam que aconteceria.
A teoria do caos, sem sombra de dúvida, foi o fator predominante da separação dos continentes. Se o mundo fosse uma Pangéia, todos nós seríamos mais unidos.
Pangéia. Não é uma palavra engraçada? Estou rindo um monte.E agora entendo aquela piada do besouro no churrasco. Por que eu não ri na hora?
Não é estranho pensar que se todos nós pulássemos ao mesmo tempo o planeta poderia sair da órbita? Algo tão inocente quanto um pulo poderia nos matar. A Terra tem o formato de uma porpeta. Porpeta é outra palavra engraçada. É a fragilidade da vida, etc. Vida. Macarrão tem gosto de vida. Não sei, vamos analisar isso mais a fundo. Platão disse que...

Diego Gianni

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Esqueci o título

Ando com lapsos de memória. Nada sério, mas mesmo assim decidi ir a um encontro de pessoas com dificuldade para memorizar as coisas.
Ando com lapsos de memória...já disse isso?
Bom, vou contar como foi a ocasião, e neste caso, penso que será mais fácil contar na forma de dramaturgia:

Eu entro em cena. Cenário: uma sala qualquer. Meia dúzia de pessoas estão ali. Beto, o líder dos desmemoriados, vem me saudar.

Beto: Bem vindo, novato! Meu nome é Beto...acho.
Eu: Prazer, Diego.
Beto: Meu nome é Beto.
Eu: Eu sei.
Beto: Desculpe. Nós e os nomes, você sabe como é.
Eu: Sei como é o quê?
Beto: Também não lembro.

Joca se aproxima.

Joca: Aê novato...te aconselho a escrever teu nome num crachá e não tirar mais ele do peito, manja?
Eu: E cadê o seu?
Joca (desesperado): Meu Deus! Eu não sei mais quem sou eu!

Fábio o tranqüiliza:

Fábio: Você é o Fábio.
Joca: Tem certeza?
Fábio: Absoluta.
Joca: Graças a Deus! E o seu crachá, onde está?
Fábio: Também perdi.
Eu: E quem é você?
Fábio: Joca, prazer.
Eu: E estes encontros estão te ajudando com o seu problema?
Fábio: Que problema?
Eu: De memória.
Fábio: Sim, com certeza.
Beto: Mas sente-se, Rogério.
Eu: Meu nome é Diego.
Fábio (se irrita): Providencie logo este crachá! Estamos avisando desde a semana passada!
Eu: Mas hoje é o meu primeiro dia.
Beto: Senta, Rogério!

Eu me sento e fico caladinho.

Beto (me apresentando os outros membros): Estes são...(força a vista para ler os crachás) Bituca, Vinícius e Filomena.

Na mesma hora lanço um olhar fulminante para o decote exuberante de Filomena. Quando ela percebe, dou a desculpa de estar lendo o crachá.

Eu: Filomena. Bonito nome.
Beto: Bom gente, vamos começar. Antes de mais nada, dêem as boas vindas ao novato.
Todos: Salve, Rogério!
Eu: Eu não me chamo Ro...
Beto: Vamos começar de onde paramos semana passada.

Silêncio geral.

Beto: Aliás, onde foi que paramos semana passada?

Todos se olham confusos. Bituca arrisca:

Bituca: Acho que o Rogério estava falando de como foi para ele descobrir sua homossexualidade.
Eu: Eu não sou gay!
Fábio (rindo) – Sei. E estes suspensórios?
Eu: Isto é um disparate! Não me viram olhando o decote da Filomena?
Filomena: Você disse que estava lendo o crachá.
Eu: Eu menti!
Fábio: A fruta é mentirosa...
Beto: Fábio, por favor! Pare com isso!
Eu: Obrigado.
Beto: Vamos respeitar a opção sexual do nosso coleguinha.
Eu: Eu não sou gay!
Joca (pisca o olho para mim): Claro. Eu também não.
Beto: Tudo bem, você não é gay, mas e se fosse? Agora nos fale um pouco sobre a sua vida.
Eu: Bem...estudei educação artística, fiz curso de cozinheiro e trabalho com teatro.

Todos me encaram.

Fábio: E ainda diz que não é chegado...
Eu: Vai se...
Beto: Olha a boca, Rogério!
Eu: Quer saber? Filomena, vem comigo!

Agarrei Filomena e levei para um motel. Ela, ingênua e romântica, acreditou que eu a amava e se entregou a mim. E eu desfrutei sem sentimento algum de culpa.
Afinal, na manhã seguinte, ela não se lembraria de coisa alguma.

Diego Gianni

domingo, 2 de setembro de 2007

Eu sem você

Eu sem você
é estranho,
incomum,
não dá pra explicar.
É cantor fanho
sem talento nenhum
querendo cantar.
É tomar banho
com pó de jerimum
pra alma lavar.
Eu sem você
chega a ser tolice,
burrice da grossa,
e vou ressaltar:
quantas vezes te disse?
Com vida que é nossa
não dá pra brincar!
Eu sem você
é acusar sem prova,
trabalhar sem ofícios,
é meio que assim,
ter o pé na cova
por causa dos vícios,
Tom Jobim
sem bossa nova
e Toquinho sem Vinícius.
É cozinha sem colheres,
é pintura sem tela,
esportista sem halteres,
é a Eva sem costela
(brincadeira, viu mulheres?),
é Brasil sem favela
e mais o que tu quiseres!
Porque eu sem você...
não me canso de dizer,
é totalmente absurdo!
Até Ray Charles poderia ver
e contar para um surdo
o que ouviu de um mudo!
Até isso dá pra entender,
só não dá pra conceber
minha vida sem você!
Então pense, garota,
acorde, mulher,
reflita, guria!
Hoje estou só e a toa,
se você então quiser
eu por nada esperaria.
Vejo em frente dois caminhos:
no primeiro terminamos
entre beijos e carinhos,
vivendo nossos planos,
até os desatinos.
Mas o outro caminho...
ah, este não tem graça...
dele não quero nem saber!
Nele a vida simplesmente passa
e eu, nem querendo viver,
solidão é uma desgraça.
Este, sou eu sem você.

Diego Gianni