domingo, 2 de setembro de 2007

Eu sem você

Eu sem você
é estranho,
incomum,
não dá pra explicar.
É cantor fanho
sem talento nenhum
querendo cantar.
É tomar banho
com pó de jerimum
pra alma lavar.
Eu sem você
chega a ser tolice,
burrice da grossa,
e vou ressaltar:
quantas vezes te disse?
Com vida que é nossa
não dá pra brincar!
Eu sem você
é acusar sem prova,
trabalhar sem ofícios,
é meio que assim,
ter o pé na cova
por causa dos vícios,
Tom Jobim
sem bossa nova
e Toquinho sem Vinícius.
É cozinha sem colheres,
é pintura sem tela,
esportista sem halteres,
é a Eva sem costela
(brincadeira, viu mulheres?),
é Brasil sem favela
e mais o que tu quiseres!
Porque eu sem você...
não me canso de dizer,
é totalmente absurdo!
Até Ray Charles poderia ver
e contar para um surdo
o que ouviu de um mudo!
Até isso dá pra entender,
só não dá pra conceber
minha vida sem você!
Então pense, garota,
acorde, mulher,
reflita, guria!
Hoje estou só e a toa,
se você então quiser
eu por nada esperaria.
Vejo em frente dois caminhos:
no primeiro terminamos
entre beijos e carinhos,
vivendo nossos planos,
até os desatinos.
Mas o outro caminho...
ah, este não tem graça...
dele não quero nem saber!
Nele a vida simplesmente passa
e eu, nem querendo viver,
solidão é uma desgraça.
Este, sou eu sem você.

Diego Gianni

2 comentários:

Adri disse...

Hum...um pouco de poesia neste blog sem noção.
Valeu Diego!

nadya santos disse...

Nossa, o Diego sempre poetaaaaaaaaando... Ê Poeteiro!!!!KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!!!! Legal, legal...